O diretor de Criação da agência Salles Chemistri Hugo Rodrigues, jurado da categoria Cyber Lions no 54º Festival de Cannes, elogiou o desempenho do Brasil na competição. “O resultado foi ótimo , levando em consideração que o Brasil manteve o número de prêmios dentro de um total que diminuiu em relação a 2006″, disse em entrevista ao Adnews. O País obteve nove Leões em Cyber, mesmo número da edição passada. A diferença está no fato de nenhuma agência brasileira ter conquistado Leão de Ouro na categoria este ano. Foram três pratas e seis bronzes, contra quatro ouros, duas pratas e três bronzes no ano passado. Mas Hugo vê o resultado de forma positiva. “Se não houve nenhum ouro, creio que seja porque o júri estava disposto a distribuir menos prêmios”, afirma.

Para o publicitário, o principal fator a ser considerado é a quantidade de Leões conquistados. “Poderiam ser até Leões de lata, tendo em vista a quantidade absurda de inscrições realizadas em 2007. O importante é ver o trabalho dos publicitários brasileiros sendo reconhecido”, acredita.

Ao contrário de Flávio Salles, presidente da Sun MRM, que acusou o júri de Lions Direct de praticar injustiça e parcialidade (leia matéria publicada no Adnews), Hugo se mostra otimista em relação à atuação dos jurados de Cyber. “Só tenho elogios ao presidente do júri”, afirma. Enquanto Salles acredita que o domínio europeu na composição do grupo foi determinante para o fraco desempenho do Brasil em Direct, Rodrigues não vê influências regionalistas no resultado de Cyber. Ele destaca a diversidade do júri de forma positiva. “Houve uma mescla de pessoas: profissionais especializados da área de criação, planejadores, executivos de conta, donos de agências. E pessoas como eu, que trabalham com mídias offline e agora têm a oportunidade de manter contato com o mundo online”.

Quanto ao resultado geral, Hugo acredita que a competição foi justa. “O importante é que o trabalho toque as pessoas. Isto pode ocorrer pelo brilhantismo da idéia, pela versatilidade ou pela agilidade com que o público é atingido”, diz. Para ele, essas características garantiram vitória às peças que conquistaram Leão de Ouro em Cyber. Mas o publicitário ressalta que não existem fórmulas para explicar o que dá certo no mundo da propaganda. “A tendência é não existir tendência”, finaliza.

Paulo Rosa do www.adnews.com.br

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